De olho na dieta masculina
São Paulo, 11 (AE) - Homem não faz dieta. Isso é coisa de mulher. Escolher os alimentos corretos, no entanto, faz um bem enorme à saúde, tanto deles quanto delas. Disso todo mundo já sabe. Além de fazer o organismo funcionar melhor, a aparência de quem opta pela alimentação saudável também é outra. A pele e o cabelo ficam mais bonitos, as unhas se tornam mais fortes e os sinais do envelhecimento podem ser adiados.
Para formar colágeno e elastina, proteínas que sustentam a pele, deve-se consumir alimentos nutritivos, ricos em vitaminas A e C, cobre, zinco e cálcio, explica a nutricionista clínica funcional Andréa Santa Rosa Garcia, em São Paulo, que tem como ótimo cartão de visita o marido, o ator Márcio Garcia, de 39 anos. "Se não há fonte adequada desses nutrientes, envelhece-se com mais rapidez e o cabelo fica opaco. A calvície também pode ser causada por carência de nutrientes."
Para obter todos os nutrientes necessários, o ideal é comer quatro ou cinco porções de frutas e dois pratos de sobremesa de verduras todo dia. Além disso, quem faz exercícios deve consumir de 1,4 grama a 1,6 grama de proteína por quilo de peso - os sedentários, de 1 grama a 1,2 grama. Em uma dieta de duas mil calorias, metade deve corresponder a carboidratos. As gorduras representam 30% e as proteínas, 20%. "Tudo depende do metabolismo e da individualidade bioquímica de cada um. É preciso avaliar cada caso."
A hora da mudança
Andréa Santa Rosa garante que não é difícil mudar a alimentação. O marido dela, Márcio Garcia, imaginava ter uma alimentação saudável. "Ele achava que comia bem, mas viu que não era bem assim. Faltavam sementes, fibras, castanhas... Comia peixe, frito. Aí foi mudando o hábito."
Após optar pela alimentação saudável, o arquiteto André Moreau, de 34 anos, também percebeu como aquilo que colocava no prato influenciava no organismo e também na pele - as espinhas diminuíram. "Tento comer de forma equilibrada e em horários corretos, em intervalos de três horas. Quando exagero, depois compenso com algo mais leve."
Para ajudar a abandonar os maus hábitos, a família deve ser envolvida. "Quanto mais gente, mais fácil será controlar a alimentação. Qualquer mudança nos hábitos alimentares deve começar dentro de casa. Assim haverá mais chances de essas mudanças se estenderem para a vida inteira", afirma o gastroenterologista José Figueiredo Penteado, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Carlos Chagas.
Para o médico, o lema "coma para viver e não viva para comer"
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